PESQUISE

30/03/2010

Adoração


Caverna, Galeria, Subterrâneo, Pedras


Solidão, Por que tua face se desmancha em pranto
ensopando-me o espírito acabrunhado?
Por que suspiras no frio desmanchado
pela vã lembrança de algum acalanto?

  -Se meus olhos em rio se converte
   e meu corpo confunde-se às brumas,
   abandona-me então nessas furnas
   onde os ecos meu brado repete!

Dizei-me se foi o desengano
que te condenou vaguear pelo ares,
sem sol, nem lua ou mares,
só o enlevo da dor o espírito acuando.

   - Pois se minh'alma o vento transcende
   vagueando nos sonhos sozinha
   é que um anjo meu desejo acende.

   Querubim alado com denso encanto
   que no regalo de teu abandono vive,
   despertou-me com o queixume de seu canto.

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